sábado, 11 de fevereiro de 2012

Rock 'N' Roll 4 ever!

Tinha onze anos quando os meus pais decidiram emigrar para França, a convite de um tio meu já falecido que dizia maravilhas daquilo lá. Vivia-se em pleno regime marcelista que apesar de algumas nuances mais tolerantes, não deixava este país sair da letargia cultural e económica ( e hoje estamos a pagar bem caro os juros disso!), o que fazia de Portugal um país humilhado, sem personalidade e sobretudo um país onde os seus naturaias emigravam para fazerem o trabalho sujo que mais ninguém queria. E, pronto, lá fomos nós numa carrinha Volkswagem (das hippies, mesmo!) até ás planicies gélidas do Norte da França, paredes meias com a Bélgica.
Na altura a televisão francesa era composta por dois canais ( que passariam a 3 meses depois de lá chegar) e com programas culuturais absolutamente extraordinários aos sabados e domingos á tarde. Também havia os filmes com rodinha, mas nesse tempo era um rectangulozinho branco no canto inferiro direito do ecrã!
Num desses programas dominicais, vejo entrar num palco decorado com guilhotinas e bonecas e fogo de artificio, um fulano todo maquilhado, escanzelado e com uma giboia ao pescoço. Cantou uma musica radicalmente nova para mim! Eu e os meus que ouviamos o "Ó malhão, malhão", "A Desfolhada", "Ele e Ela" e o mais pesado que tinhamos nos timpanos era o "Obladi-Oblada" dos Beatles, naturalmente fiquei empolgado!
No final da musica (que hoje tenho em album!) o apresentador exclama que tinhamos tido o "prazer" de ouvir... Alice Cooper!
O nome do meu primeiro contacto com o rock 'n' roll era um gajo com nome de mulher, mais maquilhado que uma gaja em noite louca, mas que viria a virar o meu mundo de pernas para o ar! A música? A simplesmente soberba "School's Out"!!!!
A minha irmã. mais velha do que eu apenas dois anos, tambem se interessou pelo genero musical, embora os seus gostos fossem centrados na musiva ligeira de Claude François, Michel Sardou, Silvye Vartan, o pseudo-roqueiro Johnny Halliday e o seu grande idolo que se suicidaria em 1975, Mike Brant.
Contudo o seu gosto pela musica ligeira fazia com que se babasse pelas baladas, e eis que um belo dia ela entra em casa com um 78 rotações emprestado por uma amiga com uma das mais belas baladas que já se compuseram. A banda despertou-me interesse (viria a vê-los ao vivo em Portugal no pavilhão do Infante de Sagres), mas a musica era mesmo deliciosa. Era nada mais eu a fabulosa "Love Hurts" dos Nazareth...
Porém, os meus pais nunca conseguiram ser sedentários a não ser agora que estão velhos, e ao fim de dois anos e meio regressamos a um país novo, chamado Portugal onde no ano anterior se tinha dado uma revolução, irradicando a repugnante ditadura e pondo-nos no caminho da democracia.
Portanto da França trouxe um novo amor, o Rock 'N' Roll, que me acompanharia e me acompanha para o resto da vida. Desde Alice Cooper e Nazareth, apaixonei-me pleos 3 primeiros albuns dos Queen, ouvi Led Zeppelin e fiz-me sacerdote dos Black Sabbath traulitando Deep Purple e preferindo Uriah Heep. O rock, sobretudo o inglês era a minha paixão e chegeui mesmo a trocá-lo por outra: o meu FC PORTO!
Hoje, já depois dos 50, continuo apaixonado pelo rock e gostaria imenso de quando morrer ser cremado ao som dos Black Sabbath com a sua canção hononima!
Por favor façam-me esse gosto quem cá ficar!



quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

S.O.P.A. ou sopas?

As americanices sempre foram coisa ruim. Grande país, mas sem ser nação, apesar deles o afirmarem arrogantemente, os estados-unidenses sempre primaram pelo elogio da estupidez e personificação da ignorância.
Agora veio um senador ou palerma ou bronco qualquer afirmar e fazer lei que baixar musica, filmes ou outro entretenimento qualquer é pirataria!!!! Fazer download é crime de lesa-pátria, mas só para os tubarões da Disney, da Warner- Bros, da Columbia, da Virgin ou de outra qualquer multinacional americana que apenas e só vê cifrões.
Decididamente alguem vê na internet o mal de todos os pecados, ou como diria um certo treinador português; a internet mais não é que o bode respiratório deste capitalismo selvagem sem rei nem roque e que caminha inexoravelmente para uma revolução mundial. Quando? Não sei, mas é só ler a História e percebermos que este ciclo está a dar as últimas...